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Patrimnio
Edifcio e Igreja da Misericrdia
 

 

Considerada um ex-libris de Proença-a-Velha, a Igreja da Misericórdia é um templo de fundação romana que sofreu ao longo dos anos várias alterações, particularmente no século XVI. Não obstante estas alterações, a estrutura parietal é ainda a primitiva sendo notória a pedra aparelhada, alguma de grande porte. A fachada principal é enriquecida pela imponente torre sineira, bela beleza ímpar da rosácea existente, pelo característico portal renascentista, tal como pelo nicho que o ladeia. É ainda de frisar a grande qualidade do portal lateral seiscentista.

O seu interior caracteriza-se pela planta rectangular que apresenta, pela nave única existente e pala cobertura em madeira. A capela-mor é definida pela plataforma de alvenaria com degraus. O retábulo do altar-mor de estilo barroco é um exemplo n0o Concelho de grande qualidade e perícia, sendo enriquecido com pinturas maneiristas datadas de cerca de 1620 cujo autor será Jerónimo Ferreira, vinculado à oficina da Guarda. Estas pinturas representam cenas da vida da Virgem. O retábulo é ladeado pelas imagens seiscentistas do Senhor dos Passos e da Senhora das Dores.

Defronte à porta lateral e no centro do corpo da Igreja está situada a Capela Tumular dos Condes de Proença – a – Velha decorada ao estilo renascentista final. Esta é flanqueada por pilastras caneladas e geminadas onde sobre o arco redondo se observa o entablamento encimado por um frontão quebrado, donde se tornam bastante visíveis as armas do seu fundador. O seu retábulo de talha encontra-se bastante alterado, mas denotam-se características da primeira fase do barroco, onde se pode apreciar uma pintura alusiva à Sagrada Família e uma escultura policroma de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Santa Casa da Misericórdia.

Ainda se pode observar entre esta Capela e o seu Coro, a Janela dos doentes. Esta Janela era muito importante visto ser através dela que os doentes, que permaneciam no edifício integrante, assistiam às missas. Deste edifício fazem parte ainda, a Capela Mortuária, outrora residência do Sacristão, e também o Núcleo Museológico, outrora hospital, escola e centro médico. Quando à roda dos expostos que outrora se pensa ter existido, não há vestígios.

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Igreja Matriz de Proena-a-Velha
 

 

Esta Igreja, cuja localização foi escolhida a um tiro de seta do Castelo, é de invocação a Nossa Senhora da Silva, padroeira da aldeia. A sua capela-mor revela traços de uma primitiva igreja românica e a sua extensão data de 1764. Embora tenha sofrido alterações, possui planta rectangular, nave única e cobertura em madeira. A capela-mor é separada do corpo central por um degrau de alvenaria.

O retábulo do altar mor evidencia o estilo barroco e o minucioso trabalhar da talha dourada, É de destacar a bela imagem de Cristo Cruxificado que dá a invocação a este altar.

No corpo central da Igreja podemos observar quatro altares laterais onde se privilegia a cor pelos seus marmoreados e possuem anjos que integram a própria talha. Do lado da epistola estão os altares que actualmente invocam S. José e a Senhora de Fátima, e do lado contrário os altares que invocam Nossa Senhora do Rosário e o Sagrado Coração de Jesus.

Próximo ao portal principal, mas antes do Coro, podemos usufruir de dois púlpitos onde a cor e a perícia se conjugam na perfeição, e também de um Baptistério em granito cercado por um gradeamento metálico e ladeado por um confessionário embutido na parede.
No exterior, a sua fachada é demarcada por um harmonioso trabalho em pedra, especialmente junto ao portal principal, envergando elementos decorativos ricamente tratados.

Este edifício é privilegiado com uma torre sineira cujo acesso se faz pelo interior da Igreja e onde se pode observar e ouvir os dois sinos tocar.

O seu largo oferece-nos uma magnifica vista da aldeia, particularmente para o local do Calvário, Cruzeiro e Devesa, tal como para os lados de Monsanto.

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Capelas e Ermida
 

Embora na memória paroquial de 25 de Junho de 1758 surge a notícia histórica das Capelas de S. Domingos, Santa Ana, S. António, S. Sebastião, S. André, Divino Espírito Santo, S. Pedro, e Santa Cruz; acualmente apenas temos conhecimento da Capela de S. António e Senhor do Calvário que sofreram variadíssimas alterações que lhe retiraram em parte a sua identidade.

 
Capela de Santo Antnio
 



A esta capela de invocação a Santo António, foi retirado o seu altar em talha dourada e no seu lugar ficou um nicho em granito, onde está patente a imagem de Santo António, seu patrono, e a mesa do altar.

No corpo da capela pode ainda observar-se um púlpito em madeira.

Templo simples, datado do século XVII, referenciado na memória paroquial de 1758, foi restaurada nos anos de 1940, 1976 e 2002, tendo a cruz de granito que encima a fachada principal a inscrição da data de 1940.

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Capela do Senhor do Calvrio
 



Esta capela fica situada no designado Monte do Calvário onde anualmente se realizam os festejos em sua honra. A sua pequena capela é ampla e possui apenas o altar em talha policroma, donde sobressai uma pintura sobre madeira cuja temática retrata o Monte do Calvário, contextualizando desta forma a imagem de grandes dimensões do Senhor do Calvário. Os velhos arcazes também fazem parte integrante do mobiliário desta capela que foi restaurada no ano de 1976.

 
Ermida de Nossa Senhora da Granja
 



A ermida de Nossa Senhora da Granja, datada do século XIV, fica situada a 4 Km da localidade. A primeira referência a este templo aparece no Tombo da Comenda no ano de 1505, onde refere que a Ordem de Cristo possuía uma granja que se designava de Santa Maria do Mosteiro e dentro dela uma ermida com o mesmo nome ou mesmo Santa Maria da Granja. A memória paroquial de 1758 informa-nos da existência de uma Irmandade de Nossa Senhora da Granja, instaurada na referida ermida e sujeita à vila de Proença, tal como do culto activo instituído especialmente no tempo da Quaresma, Páscoa e Pascoela.

Os vestígios arqueológicos espalhados pelo local (pedras com inscrições incorporadas nas paredes, a existência de uma mó, sepulturas escavadas na rochas, marcos romanos, vestígios de muros…) descortinam uma construção mais antiga sobre um espaço romanizado.

Actualmente, a capela é de nave única estando o altar-mor virado a nascente. A capela-mor está separada do corpo central por um degrau e no seu corpo pode-se observar um púlpito e o coro.

A afluência a este local era grandiosa, não somente por motivos de culto, mas também por motivos comerciais como se comprova pela realização de duas feiras francas que se efectuavam na cerca de Nossa Senhora da Granja (19 de Março e 5 de Agosto) das três feiras anuais que se realizavam no ano de 1758. Em 1818, D. João VI autoriza que as ditas feiras se passem a realizar na vila de Proença, a pedido do Juiz e dos oficiais da Câmara.

 
Pelourinho
 



Outro ex-libris da aldeia é sem dúvida o Pelourinho de construção manuelina. Está situado na Praça da aldeia junto da Torre do Relógio, monumento granítico imponente que contem uma maquinaria antiga tendo sido o painel exterior do relógio mudado em anos passados.

O Pelourinho é construído em granito possuindo na plataforma três degraus circulares e na sua base outros de menor dimensão. A sua coluna tem a forma de u poliédrico irregular e o seu fuste a forma octogonal lisa, sendo encimado por dois aneletes. O seu remate é decorado com elementos heráldicos, a Cruz de Cristo, a esfera armilar e as armas reais.

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Cruzeiro
 



Perto da inexistente Capela do Espírito Santo (actual salão polivalente) situa-se o Cruzeiro Comemorativo dos Centenários. Construído em granito tem na sua plataforma três degraus em forma de quadrado. A sua coluna de linhas direitas possui em alto relevo a inscrição de três datas: 1140, 1640,1940. Na base da coluna, em forma de quadrado, podemos observar em cada um dos lados uma cruz de linha direitas em alto relevo. A encimar a coluna temos dentro dum contorno duas cruzes diferentes em dois lados opostos, Cruz de Cristo e a Cruz Pátea, e nos lados contrapostos as cinco quinas. O seu remate é encimado por uma cruz latina. A sua construção data do século XX, sendo um marco comemorativo dos centenários da Nacionalidade e da Restauração.

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Lagares de Proena-a-Velha
 



O Núcleo Museológico do Azeite localizado no interior urbano desta freguesia está integrado na rede de museus do centro Cultural Raiano de Idanha-a-Nova e é resultado da recuperação de um antigo arraial agrícola. Este é composto por lagares de azeite, um arcaico e outro mecanizado, um cabanal, palheiros, silo de ferragens, pocilgas e outras divisões. Este complexo simboliza uma aldeia tipicamente agrícola que teve a sua importância num passado recente e que muito diz às vivências quotidianas das gentes de Proença.

Este espaço é pertença do Município de Idanha-a-Nova, mas foi pertença dos Condes de Proença-a-Velha, sendo que por último o tenha sido a família Pinto da Rocha.

 
Outro Patrimnio
 

Monumentos importantes da época romana são também a Ponte, de linhas simples que contemplam os belos arcos em granito e que sobrepassa o Rio Torto, e as Vias Romanas existentes nas imediações da freguesia.

Papel importante nas vivências do quotidiano das gentes de Proença tiveram as fontes e chafarizes. Destacam-se o Chafariz Novo (Longe) pela sua amplitude, o Chafariz da Devesa pela sua traça, o Chafariz dos Pirolitos pela sua originalidade, o Chafariz de S. Sebastião – obra do Estado Novo localizada nas proximidades do sítio da antiga capela com o mesmo nome. Quanto à Fonte da Goma podemos destacar a sua beleza, imponência e a sua ligação constante às gentes de Proença.

A freguesia dispõe ainda de alguns poços públicos que em tempos serviram com grande utilidade a população, dos quais se destacam o Perolado, a Arregaça e o Poço Novo.

 
 
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